IRDR

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O Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDR) é o mecanismo posto à disposição do Tribunal que permite, após sua admissão, o julgamento de demanda em multiplicidade, com idêntica questão de direito, e sobre matéria não afetada pelos Tribunais Superiores, cuja decisão terá efeito vinculante sobre todas as matérias em trâmite e que eventualmente venham a ser demandadas. A finalidade desse instituto jurídico é propiciar um julgamento uniforme, privilegiando os princípios da isonomia e da segurança jurídica. O IRDR está previsto no artigo 976, e seguintes, do Código de Processo Civil.

Atualmente, há 5 (cinco) IRDR's admitidos no Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas.

Atualizado em: 07.04.2020

 


 

Tema
1 
Processo 
0005477-60.2016.8.04.0000
Relator(a) Des. Ari Jorge Moutinho da Costa Órgão Julgador Tribunal Pleno
Distribuição 18/10/2016
Admissibilidade 07/02/2017 Publicação 14/02/2017
Julgamento do Mérito 21/11/2017 Publicação 19/12/2017
Trânsito em Julgado   Baixa definitiva  
Questão submetida a julgamento Os questionamentos inserem-se no âmbito das relações de consumo formadas por contratos de promessa de compra e venda de unidades habitacionais na planta em construção e são referentes a: a) validade da cláusula contratual de tolerância, que viabiliza a prorrogação do prazo final de entrega da obra por mais 180 (cento e oitenta) dias; b) congelamento do saldo devedor entre a data em que a obra deveria ser entregue e a efetiva disponibilização ao consumidor para financiamento imobiliário; e c) dano moral em decorrência do atraso de obra.
Tese firmada (1) DA CLÁUSULA DE TOLERÂNCIA EM CONTRATOS DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA DE UNIDADES HABITACIONAIS EM CONSTRUÇÃO/NA PLANTA: É nula a cláusula de prorrogação da entrega de imóvel por mais 180 dias além do prazo previsto contratualmente, toda vez que for incondicionada. No caso de haver justificativas para prorrogação da entrega, a cláusula é válida, mas apenas será aplicada em concreto se a parte comprovar a ocorrência dos fatores justificantes. (2) DO CONGELAMENTO DO SALDO DEVEDOR EM CONTRATOS DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA DE UNIDADES HABITACIONAIS EM CONSTRUÇÃO/NA PLANTA: (a) Não é permitida a suspensão da correção monetária sobre o saldo devedor do promitente comprador. (b) É devida a suspensão dos juros de mora e multas incidentes sobre as parcelas a serem pagas pelo promitente-comprador em momento posterior à data prevista para conclusão da obra, com o cômputo do prazo de tolerância, em caso de descumprimento pela promitente-vendedora. Tratando-se de parcela única ou final, a suspensão dar-se-á mesmo sem o cômputo do prazo de tolerância. (c) Não é permitida a suspensão dos juros de mora e multas incidentes sobre as parcelas devidas e não pagas pelo promitente-comprador antes da data prevista para o término da obra, com o cômputo do prazo de tolerância.
Suspensão Estadual Sim Suspensão Nacional Não
Situação do Tema

Mérito Julgado com existência de Recurso Especial 

 


Tema
2 
Processo
0000142-26.2017.8.04.0000
Relator(a) Des. Cláudio César Ramalheira Roessing Órgão Julgador Tribunal Pleno
Distribuição  24/01/2017
Admissibilidade  20/02/2018 Publicação 28/02/2018
Julgamento do Mérito 20/06/2018 Publicação 11/07/2018
Trânsito em Julgado   Baixa definitiva  
Questão submetida a julgamento Possibilidade ou não de destinação de percentual de vagas de concurso público da Polícia Militar do Estado do Amazonas a pessoas de determinado sexo.
Tese firmada (1) A cláusula 6.2 do Edital no 01/2011 da Polícia Militar do Estado do Amazonas - que, com a interpretação restritiva dada pela Corporação na seleção em concreto, restringe o acesso de candidatas do sexo feminino a apenas dez por cento das vagas ofertadas no certame e, portanto, estabelece o sexo masculino como requisito para ocupação de noventa por cento das vagas - é inconstitucional, por afronta ao art. 37, I, da CF/88, dado que tal requisito não possui previsão legal. (2) A classificação no certame deve se dar em lista única, contendo candidatos de ambos os sexos e devem ser convocados a tomar posse todos os candidatos classificados dentro do número de vagas, independentemente do sexo.
Suspensão Estadual Sim Suspensão Nacional Não
Situação do Tema Mérito Julgado com interposição de embargos

 


 

Tema
3  
Processo
4002464-48.2017.8.04.0000
Relator(a) Des. Ari Jorge Moutinho da Costa Órgão Julgador Tribunal Pleno
Distribuição  26/06/2017
Admissibilidade  29/08/2017 Publicação 01/09/2017
Julgamento do Mérito  23/04/2019 Publicação  29/04/2019
Trânsito em Julgado   Baixa definitiva  
Questão submetida a julgamento

Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas. I - Embora o IRDR seja proveniente de processo da 2ª Turma Recursal dos Juizados Especiais, a competência para o seu julgamento é deste Tribunal Pleno, em razão do disposto no art. 978 do CPC/15. II - A Manaus Ambiental, parte nos autos do recurso inominado 0604952-66.2016.8.04. 0020, é legitimada a suscitar o incidente (art. 977, II, do CPC/15). III - A questão suscitada limita-se à aferição da competência dos Juizados Especiais Cíveis para o julgamento de ações de inexigibilidade de débito c/c pedido de danos morais em razão da precariedade e/ou ausência de fornecimento de água em bairros específicos da Capital entre os anos de 2007 a 2011, constatada em laudos da ARSAM na ACP nº. 0252943-39.2011.8.04.0001. IV - Parte das Turmas Recursais entende que as ações não seriam da competência dos Juizados Especiais, fundamentando que o direito pleiteado seria difuso e deveria ser buscado em ação coletiva ou ação civil pública, enquanto outras concluem que são competentes para o julgamento das demandas, justificando que a defesa dos direito dos consumidores também pode ser realizada tanto através de ações individuais. V - Constatada a repetição de processos, o tratamento dissonante de questão unicamente de direito nesta circunscrição jurisdicional e o consequente risco de ofensa à isonomia e à segurança jurídica, restam preenchidos integralmente os pressupostos processuais previstos pelo CPC/15. VI - INCIDENTE DE RESOLUÇÃO DE DEMANDA REPETITIVA ADMITIDO, com a suspensão dos processos pendentes, individuais ou coletivos, que tramitam no Estado do Amazonas (art. 982, I, 2º do CPC/15).

Tese firmada  (1) É possível o ajuizamento de Ação Individual no âmbito dos Juizados Especiais Cíveis do Estado do Amazonas para deduzir pretensões relativas às falhas sistêmicas no fornecimento de água em Bairros afetados de Manaus/AM entre 2007 e 2013, a despeito de Ação Coletiva para combater litígio "estrutural"; (2) As meras alegações de complexidade da causa e necessidade de produzir outras provas não afastam a competência dos Juizados Especiais Cíveis do Estado do Amazonas, cabendo ao Juiz natural da causa, diante das pretensões deduzidas em ações individuais, o juízo de valor sobre Laudo emitido pela ARSAM que relata falha no fornecimento de água em Bairros de Manaus/AM entre 2007 a 2013, aferindo a importância, ou não, de novos elementos probatórios para firmar seu convencimento, desde que o faça de maneira motivada.

*Teses fixadas com eficácia vinculante e cuja não observância permite o ingresso de reclamação(art. 985, I, II, e §1º, do CPC/2015)

Suspensão Estadual Sim Suspensão Nacional Não
Situação do Tema Mérito Julgado com interosição de Recurso Especial

 


Tema
Processo

0004232-43.2018.8.04.0000

Relator(a)

Des. Aristóteles Lima Thury

Órgão Julgador Tribunal Pleno
Distribuição  20/06/2018
Admissibilidade  25/09/2018 Publicação 01/10/2018
Julgamento do Mérito  15/10/2019 Publicação 23/10/2019
Trânsito em Julgado  24/01/2020 Baixa definitiva  30/01/2020
Questão submetida a julgamento

A possibilidade de cumprimento de sentença de alimentos com cumulação de ritos de prisão e expropriação nos mesmos autos do processo que a sentença foi proferida, nos termos do art. 531, § 2º, do Código de Processo Civil.

Tese firmada É possível a cumulação, nos mesmos autos, dos ritos da prisão e da expropriação para o cumprimento de sentença que reconhece a exigibilidade de obrigação de prestar alimentos, nos termos do art. 531, §2º, do Código de Processo Civil.
Suspensão Estadual Não Suspensão Nacional Não
Situação do Tema  Transitado em julgado

 


Tema
5

Processo
0005217-75.2019.8.04.0000
Relator(a)

Des. José Hamilton Saraiva dos Santos

Órgão Julgador Tribunal Pleno
Distribuição  31/07/2019
Admissibilidade  19/11/2019 Publicação 28/11/2019
Julgamento do Mérito   Publicação  
Trânsito em Julgado   Baixa definitiva  
Questão submetida a julgamento

As questões jurídicas a serem apreciadas são as seguintes: 1) Se o contrato de empréstimo consignado, cumulado com aquisição de cartão de crédito, destacar o mútuo, como a modalidade principal, e o cartão de crédito, como modalidade secundária, há suposta violação ao direito de informação?; 2) Se o contrato de cartão de crédito consignado apresentar-se como modalidade única e estabelecer todas as condições de contratação, ainda assim haveria violação à boa-fé o depósito em conta do montante contratado sem a utilização do cartão de crédito? Prosseguindo, acaso declarada a ilegalidade de tais contratos, que se trate, ainda, sobre: I) Danos morais pelos descontos em folha; II) Repetição do indébito em dobro dos valores contados; III) Validade das compras realizadas por meio de cartão de crédito adquirido; IV) Possibilidade de revisão das cláusulas de tais contratos.

Tese firmada  
Suspensão Estadual Não Suspensão Nacional Não
Situação do Tema Admitido

 


 

Tema
Processo

4001180.68.2018.8.04.0000

Relator(a)

Des. Paulo César Caminha e Lima

Órgão Julgador Tribunal Pleno
Distribuição  09/03/2018
Inadmissibilidade  04/09/2018 Publicação 13/09/2018
Julgamento do Mérito - Publicação -
Trânsito em Julgado 05/10/2018 Baixa definitiva  06/11/2018
Questão submetida a julgamento

Posibildade de o Policial Miltar reformado por invalidez ter direito à percepção de proventos integrais calculados com base na remuneração corespondente à patente imediatamente superior, nos termos da alínea 'c' do § 2.º do art. 98 da Lei Estadual n.º 1.154/75. 

Ementa do Acórdão

PEDIDO DE INSTAURAÇÃO DE INCIDENTE DE RESOLUÇÃO DE DEMANDAS REPETITIVAS – IRDR:1) O objeto do pedido de instauração de IRDR é a fixação de tese a respeito do alcance da expressão “soldo” prevista na alínea “c” do § 2.º do art. 98 da Lei Estadual n.º 1.154/75, devido à existência de divergência no âmbito do TJAM;2) Segundo a Lei Processual, o pedido de instauração de IRDR pressupõe a existência de um recurso pendente de julgamento cuja competência será deslocada ao Órgão responsável pelo exame do Incidente;3) Estando julgada Apelação a partir da qual é oriundo o presente pedido, não há possibilidade de instauração do IRDR, tendo em vista que referido requerimento deve ser veiculado antes do julgamento do feito, visto não ser possível utilizar o incidente como sucedâneo recursal;4) Pedido de instauração de IRDR não admitido. DECISÃO: “Por unanimidade, em consonância com o parecer ministerial, o Egrégio Tribunal Pleno decidiu não admitir a instauração do IRDR, tendo em vista que o recurso do qual é oriundo o requerimento já se encontra julgado, nos termos do voto do Relator.” Sessão:
04 de setembro de 2018. (Publicado no DJe  em 13.09.2018).

Situação do Tema Não Admitido

 

Tema
- 

Processo

0005752-38.2018.8.04.0000

Relator(a)

Des. Ernesto Anselmo Queiroz Chíxaro.

Órgão Julgador Tribunal Pleno
Distribuição  24/08/2018
Inadmissibilidade  19/02/2019 Publicação 25/02/2019
Julgamento do Mérito - Publicação -
Trânsito em Julgado 26/04/2019 Baixa definitiva 03/05/2019
Questão submetida a julgamento

Posibildade de "Arbitramento de honorários advocatícios à Defensoria quando ela atua contra pesoa jurídica de direito público que integra a mesma Fazenda Pública".

Ementa do Acórdão PROCESSUAL CIVIL. INCIDENTE DE RESOLUÇÃO DE DEMANDAS REPETITIVAS. DISCUSSÃO ACERCA DO PAGAMENTO DE HONORÁRIOS À DEFENSORIA PÚBLICA EM LITÍGIO COM ENTE PÚBLICO AO QUAL É VINCULADA. PREEXISTÊNCIA DE AFETAÇÃO DO TEMA PERANTE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RE 1.140.005/RG.- A teor do disposto no artigo 976, §4.º, do Código de Processo Civil de 2015, não é cabível o incidente de resolução de demandas repetitivas quando um dos tribunais superiores, no âmbito de sua respectiva competência, já tiver afetado recurso para defi nição de tese sobre questão de direito material ou processual repetitiva.- Se não cabe IRDR quando já afetado recurso representativo da controvérsia em tribunal superior, também não deve caber quando o tribunal superior já tiver fixado a tese no julgamento de algum recurso paradigma, em procedimento repetitivo (DIDIER JR. Fredie; CUNHA, Leonardo Carneiro da. Curso de Direito Processual Civil: Meios de Impugnação às Decisões Judiciais e Processo nos Tribunais. Vol. 3. 13.ª ed. Salvador: Juspodivm, 2017, p. 628).- Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas não admitido.. DECISÃO: “Por unanimidade de votos,o Egrégio Tribuna Pleni decidium não admitir o Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas, ante a verifi cação da vedação a que alude o artigo 976, §4.º, do CPC/2015, nos termos do voto do relator, que acompanha o presente julgado, dele fazendo parte integrante.” Sessão: 19 de fevereiro de 2019. (Publicado no DJe em 23.02.2019).
Situação do Tema Não Admitido


 

Tema
- 

Processo

0000282-89.2019.8.04.0000

Relator(a)

Des. José Hamilton Saraiva dos Santos

Órgão Julgador Tribunal Pleno
Distribuição  21/01/2019
Inadmissibilidade  02/04/2019 Publicação 10/04/2019
Julgamento do Mérito - Publicação -
Trânsito em Julgado 03/07/2019 Baixa definitiva 03/07/2019
Questão submetida a julgamento
Posibildade, ou não, de se deferir pensão por morte a dependente que atinge a idade de 21 (vinte e um) anos, estando cursando ensino superior ou técnico.
Ementa do Acórdão PROCESSUAL CIVIL. INCIDENTE DE RESOLUÇÃO DE DEMANDAS REPETITIVAS. JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE. LEGITIMIDADE DO JUIZ DA AÇÃO ORIGINÁRIA PARA SUSCITAR O INCIDENTE. PRESCINDIBILIDADE DE PREPARO. CABIMENTO. REQUISITO NEGATIVO PREVISTO NO ART. 976, §4.º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. TESE FIXADA PELO COLENDO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA NO RECURSO ESPECIAL N.º 1.369.832/SP, JULGADO SOB O RITO DOS RECURSOS REPETITIVOS. AUSÊNCIA DE SIMILITUDE ENTRE O ACÓRDÃO PARADIGMA E O CASO SUB EXAMINE. PRECEDENTES. REQUISITOS POSITIVOS CUMULATIVOS PREVISTOS NO ART. 976, INCISOS I E II, DA LEI ADJETIVA CIVIL. EXISTÊNCIA DE EFETIVA REPETIÇÃO DE PROCESSOS QUE CONTENHAM CONTROVÉRSIA SOBRE A MESMA QUESTÃO DE DIREITO, QUE SEJA CAPAZ DE GERAR RISCO DE OFENSA À ISONOMIA E À SEGURANÇA JURÍDICA. NÃO CORRÊNCIA. PRECEDENTES. NECESSIDADE DE RECURSO, REMESSA NECESSÁRIA OU PROCESSO DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA  PENDENTE DE JULGAMENTO NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA. ART. 978, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. NÃO OCORRÊNCIA. PRECEDENTES. INCIDENTE NÃO ADMITIDO.1. O Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas é um instrumento jurídico que objetiva a resolução de questões de direito semelhantes, a diversos processos em trâmite, mediante a fi xação de tese jurídica que deverá uniformizar o entendimento jurisprudencial, a fi m de que seja, obrigatoriamente, observada pelos Órgãos Julgadores vinculados ao Tribunal de Justiça que afirmar.2. De proêmio, assiste legitimidade ao MM. Juiz de Direito Leoney Figliuolo Harraquian, para suscitar o presente Incidente, por ser o Juiz Titular do ínclito Juízo de Direito perante o qual tramitam os Autos do Processo n.º 0606306-52.2017.8.04.0001, no bojo do qual foi suscitado o presente incidente processual.3. O Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas não está sujeito a preparo, consoante o disposto no art. 976, §5.º, do Código de Processo Civil.4. Relativamente ao cabimento, a instauração do Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas será possível quando não houver recurso afetado nos tribunais superiores para a definição de tese sobre a questão de direito repetitiva; e quando houver, de forma simultânea, a efetiva repetição de processos que contenham controvérsia sobre a mesma questão de direito, que seja capaz de gerar risco de ofensa à isonomia e à segurança jurídica.5. Nos termos do art. 976, §4.º, do Código de Processo Civil, é incabível o Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas quando um dos tribunais superiores, no âmbito de sua respectiva competência, já tiver afetado recurso para defi nição de tese sobre questão de direito material ou processual repetitiva.6. Nesse contexto, infere-se que não há plena identifi cação entre o contexto normativo da tese jurídica fi xada pelo Tribunal da Cidadania e o caso, ora,sub examine, a ensejar a inadmissão do presente Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas. Destaca-se que este egrégio Sodalício, em diversas ocasiões, já decidiu por afastar a aplicação da tese fi xada no REsp n.º 1.369.832/SP, julgado sob o rito dos recursos repetitivos, em razão do princípio da especialidade, por inexistir similitude normativa entre o acórdão paradigma e os casos concretos.7. Lado outro, os demais requisitos positivos a serem preenchidos, de forma cumulativa, para a admissão do Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas, estão elencados no art.976, incisos I e II, do Código de Processo Civil, e consubstanciam-se na existência de efetiva repetição de processos que contenham controvérsia sobre a mesma questão de direito, que seja capaz de gerar risco de ofensa à isonomia e à segurança jurídica.8. In casu, o douto Juiz Suscitante não logrou êxito em demonstrar a relevante quantidade de Feitos pendentes de julgamento neste egrégio Tribunal de Justiça, que versam sobre a matéria suscitada, capazes de demonstrar o risco de ofensa à isonomia e à segurança jurídica, a ensejar a instauração de Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas. Precedentes.9. De mais a mais, da exegese do art. 978, parágrafo único, do Código de Processo Civil, outro requisito para a admissão do Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas é a necessidade de causa pendente de julgamento no Tribunal de Justiça: recurso, remessa necessária ou processo de competência originária. No vertente episódio, o presente Incidente foi suscitado no bojo do Processo n.º 0606306-52.2017.8.04.0001, que tramita perante o MM. Juízo de Direito da 2.ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Manaus/AM, o que inviabiliza, por mais um motivo, a admissão deste incidente. Precedentes.10. Dessa feita, no presente momento, a admissão do Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas encontra óbice na ausência dos requisitos previstos no art. 976, incisos I e II, do Código de Processo Civil, bem como, na ausência de processo pendente de julgamento neste Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas, nos termos do art. 978, parágrafo único, da Lei Adjetiva Civil.11. In fi ne, destaca-se que, nos termos do art. 976, §3.º, do Código de Processo Civil, a inadmissão do Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas por ausência de quaisquer de seus pressupostos de admissibilidade, não impede que, uma vez satisfeitos os requisitos, seja o incidente, novamente, suscitado.12. INCIDENTE NÃO ADMITIDO.. DECISÃO: “Por de votos, NÃO ADMITIR O INCIDENTE DE RESOLUÇÃO DE DEMANDAS REPETITIVAS, nos termos do voto do Relator .”. Sessão: 02 de abril de 2019. (Publicado no DJe em 10.04.2019).
Situação do Tema Não Admitido

 

 

Tema
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Processo

0005024-60.2019.8.04.0000

Relator(a)

Des. Jorge Manoel Lopes Lins

Órgão Julgador Tribunal Pleno
Distribuição 15/07/2019
Inadmissibilidade 03/09/2019 Publicação 11/09/2019
Julgamento do Mérito - Publicação -
Trânsito em Julgado   Baixa definitiva  
Questão submetida a julgamento

1) O Poder Judiciário não pode coagir, presionar ou induzir mulheres em situação de violência doméstica ou familar a prestar depoimento contra o agresor, sob pena de ilcitude do ato, sem prejuízo da necesidade de verificação em cada concreto sobre ser esta decisão livre e esclarecida; 2) Quando verificado o conflito de intereses entre a mulher-vítima de violência de gênero e a Acusação, é indispensável a nomeação de defensor técnico para a primeira, sob pena de nulidade do depoimento.

Ementa do Acórdão DIREITO PROCESSUAL CIVIL. INCIDENTE DE RESOLUÇÃO DE DEMANDA REPETITIVAS- IRDR. JUÍZO DE  ADMISSIBILIDADE. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS PREVISTOS NO ARTIGO 976 DO CÓDIGO PROCESSUAL CIVIL.1- O art. 976, incisos I e II, do Código de Processo Civil, estabelece dois requisitos simultâneos de admissibilidade do Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas - IRDR, a saber: efetiva repetição de processos que contenham controvérsia sobre a mesma questão unicamente de direito e de ofensa à isonomia e à segurança jurídica.2. Em verdade, o que se constata na pretensão do Suscitante é uma tentativa de superação de um entendimento jurisprudencial harmonioso, deliberado em atos de primeiro grau e confi rmados nesta instância, alguns até mesmo de forma defi nitiva. Trata-se de um ensaio para alcançar, por esta via, uma prevalência de orientação que melhor atende a seus interesses, sem a comprovação efetiva de repetição de processos que contenham a controvérsia sobre a questão de direito subjacente ao feitos. 3. As deliberações juntadas pelo Suscitante não apresentam qualquer incompatibilidade entre si, ao contrário, ratifi ca-se uma total consonância dos argumentos adotados pelos julgadores nas ações e pretensões recursais, portanto nos dois graus de jurisdição, de modo que não há como se falar em tratamento anti-isonômico entre os casos, ou mesmo em risco à segurança jurídica.5- Portanto, conclui-se que o intento do suscitante era utilizar o presente IRDR, não de modo incidental, com o propósito de se discutir uma questão de direito, mas sim como uma forma autônoma, até mesmo como sucedâneo recursal, sem, contudo, achar guarida nos cenários autorizativos delineado pelo Diploma Adjetivo Civil.4. Sendo assim, com fundamento no artigo 981 do Código Processo Civil, ausente a demonstração do preenchimento dos requisitos dos incisos I e II do art. 976 do CPC, não admite-se o Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas. Sessão: 03 de setembro de 2019. (Publicado no DJe em 11.09.2019).
Situação do Tema

Não Admitido. Foram opostos  os Embargos de Declaração Criminal em IRDR n.º 006151-3.2019.8.04.0000, sendo os mesmos rejeitados, nos termos do voto da Relatora, Desembargadora Carla Maria dos Santos Reis (Acórdão publicado no DJe em 28.11.2020) e transitado em julgado em 21.02.2020, conforme Certidão constante aos autos.

 

 

Tema
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Processo

4003106-84.2018.8.04.0000

Relator(a)

Des. João Mauro Bessa          

Órgão Julgador Tribunal Pleno
Distribuição 03/07/2018
Inadmissibilidade 22/10/2019 Publicação 31/10/2019
Julgamento do Mérito - Publicação -
Trânsito em Julgado  03/12/2019 Baixa definitiva  08/01/2020
Questão submetida a julgamento

Manutenção de servidor concursado, nomeado e efetivado por ato administrativo espontâneso após decisão de mérito denegatória do pleito. Aplicabilidade da teoria do fato consumado.

Ementa do Acórdão

INCIDENTE DE RESOLUÇÃO DE DEMANDAS REPETITIVAS - NÃO CABIMENTO - REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE NÃO PREENCHIDOS - INCIDENTE INVOCADO NÃO SE ENQUADRA NA HIPÓTESES DO ARTIGO 976, CPC - AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DA EFETIVA REPETIÇÃO DE PROCESSOS QUE CONTÉM CONTROVÉRSIA SOBRE AS MESMAS QUESTÕES - DEMANDA PENDENTE DE JULGAMENTO PERANTE O TRIBUNAL - NÃO OCORRÊNCIA - INADEQUAÇÃO DO INSTRUMENTO - INADMISSIBILIDADE NA INSTAURAÇÃO DO INCIDENTE. 1. O Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas é um instituto processual adotado pelo ordenamento jurídico pátrio com vista a dirimir os conflitos de entendimento acerca de determinada matéria unicamente de direito, a fim de uniformizar e pacificar a jurisprudência, que conta com previsão legal no artigo 976 e seguintes do Código de Processo Civil de 2015. 2. Curial destacar que a expressão "repetição de processos", veiculado no ART. 976, I, refere-se a uma considerável quantidade de demandas, isto é, de processos em trâmite na Corte que tratem da mesma questão objeto do incidente, e que tenham adotado soluções diversas, e que, por isso, possam oferecer risco de ofensa à isonomia e à segurança jurídica, conforme estabelece o artigo 976, II do Código de Processo Civil. 3. Nesse contexto, o requerente não demonstrou a relevante quantidade de feitos pendentes de apreciação nesta Corte que versem sobre a questão suscitada, necessária a instauração do incidente. Assim, não observadas as hipóteses de cabimento especificadas taxativamente no art. 976 do Código de Processo Civil, ante a ausência de demonstração da recorrência da questão discutida, resta inadmitido o incidente proposto. 4. Acrescente-se ainda que, consoante entendimento doutrinário, a inauguração do incidente também pressupõe a existência de processo pendente no tribunal, uma vez que, como o próprio nome esta a indicar, trata-se o IRDR de um incidente, instaurado num processo de competência originária ou em um recurso. Tal entendimento decorre, inclusive, da interpretação dada ao disposto no artigo 978, parágrafo único do CPC 5. Assim, mostra-se incabível a admissão do presente incidente, porquanto ao examinar as questões submetidas ao incidente, constata-se, desde logo, que o recurso interposto pelo requerente (Apelação Cível nº 0231614-68.2011.8.04.0001) já fora devidamente julgada pelas Egrégias Câmaras Reunidas, sendo interposto Recurso Especial dessa decisão colegiada, que foi posteriormente conhecido e não provido pelo Superior Tribunal de Justiça, inclusive com a rejeição dos embargos de declaração dela interpostos, inexistindo, portanto, causa pendente de julgamento. 6. Em verdade, infere-se do pedido formulado pelo requerente no presente incidente mero inconformismo com o acórdão exarado pelas Câmaras Reunidas na Apelação Cível por ele interposta. Tal pretensão, todavia, não comporta guarida na via eleita, visto que não pode ser utilizada como sucedâneo recursal ou mesmo como forma de obtenção de um terceiro grau de jurisdição. 7. Incidente não admitido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos do Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas n.º 4003106-84.2018.8.04.0000, em que são partes as acima indicadas, ACORDAM os Excelentíssimos Senhores Desembargadores que compõem o Órgão Plenário deste Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas, a unanimidade de votos, em não admitir o incidente de resolução de demandas repetitivas, nos termos do voto que acompanha a presente decisão, dela fazendo parte integrante. (Publicado no DJe em 31.10.2019).

Situação do Tema Não Admitido 

  

Tema
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Processo

4003110-24.2018.8.04.0000

Relator(a)

Des. Jomar Ricardo Saunders Fernandes 

Órgão Julgador Tribunal Pleno
Distribuição 05/07/2018
Inadmissibilidade 17/12/2019 Publicação 14/01/2020
Julgamento do Mérito - Publicação -
Trânsito em Julgado  16/03/2020 Baixa definitiva  24/03/2020
Questão submetida a julgamento

Suposta divergência entre julgados no tocante ao limite de idade no concurso para provimento dos quadros da Polícia Militar do Estado do Amazonas.

Ementa do Acórdão

INCIDENTE DE RESOLUÇÃO DE DEMANDAS REPETITIVAS. PROCESSUAL CIVIL. INEXISTÊNCIA DE CAUSAS PENDENTES. INCIDENTE SUSCITADO APÓS O JULGAMENTO DE RECURSOS. IMPOSSIBILIDADE DE USO DO IRDR COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INCIDENTE INADMITIDO.1. O Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas é previsto no art. 976 e seguintes do CPC, com o objetivo de deliberar quando da multiplicação de processos nos quais se questiona não somente a mesma questão de direito, bem como os que ofereçam risco de ofensa à isonomia e à segurança jurídica.2. Destaca-se como requisito de admissibilidade do IRDR, dentre outros, a existência de recurso, remessa necessária ou feito de competência originária do tribunal pendente de julgamento, nos termos do art. 978, parágrafo único, do NCPC.3. Revela-se, portanto, incabível quando formulado após a apreciação pelo órgão colegiado do mérito recursal na demanda que lhe deu origem, sob pena de se transmudar o instituto em sucedâneo recursal.4. No caso em análise, vê-se que quando da instauração do presente incidente pela parte interessada, o feito originário na qual são partes os suscitantes, bem como os demais aos quais fazem referência, já tiveram seu mérito recursal apreciado.5. Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas inadmitido. DECISÃO: "Por unanimidade de votos, em INADMITIR o presente INCIDENTE DE RESOLUÇÃO DE DEMANDAS REPETITIVAS, nos termos do voto do relator ." Sessão: 17 de dezembro de 2019.(Publicado no DJe em  14.01.2020).

Situação do Tema Não Admitido