Debates realizados durante programação do CNJ no TJAM abordaram uso responsável da inteligência artificial e soluções tecnológicas voltadas à infância e juventude.
Durante a programação do “Encontro Regional da Magistratura – Região Norte”, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta sexta-feira (29/5), no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), em Manaus, magistrados participaram de painéis temáticos voltados à inovação tecnológica, ao uso ético da inteligência artificial e ao fortalecimento de políticas públicas direcionadas à infância e juventude.
O primeiro painel, “Inteligência Artificial: Ética e Humanização”, debateu os desafios e as possibilidades do uso da inteligência artificial no sistema de Justiça, com foco na preservação da sensibilidade humana, da ética e da responsabilidade institucional diante do avanço das tecnologias digitais. A atividade foi conduzida pelo juiz auxiliar da Presidência do CNJ, João Felipe Menezes Lopes, e pela juíza do Tribunal de Justiça do Paraná, Camila Henning Salmoria.
Durante o debate, os magistrados apresentaram reflexões sobre a relação entre homem e máquina, os impactos da inteligência artificial na atividade jurisdicional e a necessidade de utilização responsável das ferramentas tecnológicas no Judiciário.
O juiz auxiliar da Presidência do CNJ, João Felipe Menezes Lopes, destacou que o uso da inteligência artificial no Poder Judiciário deve estar alinhado à preservação da ética judicial, dos direitos fundamentais e da dimensão humana dos processos.
“Estamos lidando com algo que impõe riscos à nossa atuação, e é justamente essa premissa que justifica a forma como o Conselho Nacional de Justiça tratará esses desafios trazidos pela inteligência artificial. O objetivo é garantir que todos os tribunais consigam fazer o uso eficiente dessas ferramentas sem perder a humanidade do processo. Ao fim e ao cabo, continuamos lidando com vidas e com direitos”, afirmou o magistrado.
A juíza do Tribunal de Justiça do Paraná, Camila Henning Salmoria, ressaltou que a inteligência artificial deve atuar como ferramenta de apoio à capacidade humana, ampliando possibilidades sem substituir o pensamento crítico das pessoas.
“Hoje, nos estudos sobre homem e máquina, o que buscamos não é usar a inteligência artificial para pensar por nós, mas para potencializar aquilo que já fazemos. A IA precisa ser utilizada de forma consciente, crítica e responsável, sempre como instrumento de apoio à atuação humana”, destacou a magistrada.
Na sequência, o painel “Solução de Tecnologia para o Programa Novos Caminhos”, conduzido pelo juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça, Rodrigo Gonçalves de Souza, apresentou iniciativas tecnológicas voltadas ao fortalecimento de políticas públicas para crianças e adolescentes em situação de acolhimento institucional e em processo de desligamento dos serviços de proteção.
Durante a exposição, foram destacadas soluções desenvolvidas para ampliar a efetividade do Programa Novos Caminhos, iniciativa do CNJ voltada à inclusão social, qualificação profissional e geração de oportunidades para jovens em situação de vulnerabilidade.
O magistrado destacou que os projetos desenvolvidos pela Corregedoria Nacional buscam conectar inovação, tecnologia e impacto social, promovendo ações integradas de cidadania e proteção social.
“Esse programa é destinado especialmente à atenção de crianças e adolescentes que estão em situação de acolhimento institucional. Muitos acabam chegando aos 18 anos dentro dessas instituições e precisam enfrentar sozinhos a vida adulta. Por isso, políticas públicas e projetos integrados são fundamentais para garantir oportunidades, dignidade e perspectivas para esses jovens”, afirmou o magistrado.
#PraTodosVerem: A imagem mostra a juíza do Tribunal de Justiça do Paraná, Camila Henning Salmoria expondo seu tema no painel. Ela está sentada à mesa principal, utilizando um microfone, enquanto faz um gesto com as mãos durante sua fala, demonstrando que está apresentando o tema. Ao fundo, aparecem outros participantes do evento, todos trajando roupas formais, além de diversas bandeiras de estados brasileiros posicionadas atrás da mesa, reforçando o caráter oficial e nacional do encontro. O ambiente possui estrutura moderna, com mesas equipadas com microfones, monitores e copos de água.
Acesse as fotos do evento no link: https://www.flickr.com/photos/tribunaldejusticadoamazonas/albums/72177720333932018
Carlos Eduardo Rocha
Fotos: Chico Batata
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL | TJAM
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