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“A paz em casa é o primeiro passo para uma sociedade verdadeiramente justa”, destaca a desembargadora Graça Figueiredo

A declaração da coordenadora da Cevid/TJAM foi feita durante o lançamento da 32.ª Semana Justiça pela Paz em Casa, em Manaus.


Lançamento 32 Semana da Justiça Pela Paz 2026 Marcus PhillipeLançamento 32 Semana da Justiça Pela Paz 2026 Marcus Phillipe ALançamento 32 Semana da Justiça Pela Paz 2026 Marcus Phillipe BLançamento 32 Semana da Justiça Pela Paz 2026 Marcus Phillipe C“A paz em casa é o primeiro passo para uma sociedade verdadeiramente justa”. É o que declarou a coordenadora estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça do Amazonas (Cevid/TJAM) e ouvidora da Mulher, desembargadora Maria das Graças Pessôa Figueiredo, nesta sexta-feira (27/2), no Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis, durante a cerimônia de lançamento da “32.ª Edição da Semana Justiça pela Paz em Casa”, a primeira do ano e que tem mais de 1,7 mil processos pautados no Amazonas.

Realizada em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Semana é um esforço concentrado que tem o objetivo de promover maior celeridade na tramitação e no julgamento de processos judiciais relacionados à violência doméstica e familiar contra a mulher, além de fortalecer a atuação da Rede de Proteção à Mulher. Durante essa iniciativa, que acontecerá no período de 9 a 13 de março em todos os Tribunais de Justiça do País, também são desenvolvidas atividades conduzidas pelas equipes multidisciplinares dos Juizados “Maria da Penha”, com trabalhos voltados à orientação sobre o assunto e sensibilização, vinculadas a projetos institucionais como “Maria Acolhe” e “Maria vai à Escola”.

Dados

A 32.ª Semana Justiça pela Paz em Casa será realizada oficialmente de 9 a 13 de março nos Juizados “Maria da Penha” da capital e também nas comarcas do interior do estado. Conforme a Cevid/TJAM, as unidades judiciais já incluíram 1.734 processos na pauta do período de esforço concentrado, em todo o Estado. Além dos processos relativos à Lei Maria da Penha, também estão na pauta julgamentos de casos de feminicídio, que são realizados pelo Tribunal do Júri.

Compromisso e paz

Na cerimônia desta sexta-feira, no Fórum Henoch Reis, a desembargadora Graça Figueiredo destacou que esta é uma Semana que não refletirá somente o esforço concentrado das pautas processuais, mas principalmente a materialização do compromisso firme do Poder Judiciário amazonense com a proteção da dignidade da pessoa humana e a erradicação da violência de gênero.

“Que o trabalho realizado durante a Semana reverbere para além do Judiciário, alcançando cada lar, cada mulher que precise de voz e de proteção. Este evento mobiliza a sociedade amazonense, as mulheres e também os homens no sentido de combater o feminicídio, que, infelizmente, apresenta-se com dados alarmantes”, afirmou a desembargadora em seu discurso na manhã desta sexta. “É preciso que a sociedade se mobilize para colocar um fim a essa tragédia que é o feminicídio”, acrescentou.

A magistrada ressaltou, ainda, o trabalho das instituições parceiras que integram a Rede Amazonense de Proteção à Mulher e o empenho do Poder Judiciário.

“Convocamos sempre os nossos parceiros da Rede de Proteção para juntarmos as mãos e darmos uma resposta aos agressores. O Tribunal de Justiça do Amazonas está de olho nessa situação. Não podemos ficar parados e nós, do Poder Judiciário, através dos seus juízes, desembargadores, do presidente do Tribunal, desembargador Jomar Fernandes, Corregedoria-Geral e servidores, trabalhamos incessantemente para combater esse índice alarmante de mortes de mulheres”, ressaltou a coordenadora da Cevid/TJAM.

Estatísticas

O juiz titular do 2.º Juizado Especializado no Combate à Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da Comarca de Manaus, Rivaldo Norões, na cerimônia desta sexta, falou sobre os dados alarmantes da estatística da violência contra a mulher no País.

“Os números não podem ser jamais normalizados. Dados do Instituto do Senado Federal trazem que cerca de 3,7 milhões mulheres sofreram algum tipo de violência doméstica e familiar em 2025. O Anuário de Segurança Pública do ano passado, publicado recentemente, destaca que ocorreram 1.470 casos de feminicídio em 2025. E quatro mulheres são mortas, por dia, só por serem mulheres. São estatísticas tristes que nós temos”, afirmou o juiz.

“Que todas as mulheres se sintam abraçadas e que possamos sair daqui reflexivos sobre o assunto, chamando atenção para essa causa tão importante que é o enfrentamento à violência familiar contra a mulher. Esta é a 32.ª Semana e a minha quarta ‘Semana Justiça pela Paz em Casa’ nos Juizados e tenho percebido cada vez mais que não temos um processo a julgar, e sim uma vida que é mudada e salva com as nossas decisões”, afirmou o magistrado.

A cerimônia foi marcada pela soltura de balões, nas cores branca e lilás, simbolizando a solidariedade às mulheres vítimas de violência e o repúdio ao crime de feminicídio.

Autoridades

A cerimônia foi prestigiada pelas desembargadoras Vânia Marinho (que representou o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas - TRE/AM) e Luiza Cristina Marques; pelo desembargador Cezar Bandiera; pelos juízes dos Juizados “Maria da Penha” – magistrados Ana Lorena Teixeira Gazzineo, Rivaldo Norões, Ana Paula de Medeiros Braga Bússola, Eline Paixão e Silva Gurgel do Amaral Pinto, Rafael da Rocha Lima e Larissa Padilha Roriz Penna.

Também presente a magistrada Ana Maria Diógenes, juíza convocada para atuar como desembargadora; a juíza titular da 3.ª Vara da Comarca de Itacoatiara, Moreira Yamamura, representando a Associação dos Magistrados do Amazonas (Amazon) e a Associação Brasileira das Mulheres de Carreira Jurídica; a comandante da Ronda Maria da Penha, major PM Priscila de Albuquerque Alencar; o reitor da Universidade Aberta da Terceira Idade, médico Euler Ribeiro; a diretora regional do Senac Amazonas, Silvana de Carvalho; a secretária-executiva de Políticas Públicas para Mulheres do Amazonas, Sirlan Picanço Cordeiro de Lima, que representou o governador do Amazonas, Wilson Lima; a secretária-geral e procuradora especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), deputada estadual Alessandra Campelo; a deputada estadual Jaqueline Pinheiro; a ouvidora-geral do Ministério Público do Estado (MPE/AM), Silvia Abdala Tuma; a secretária-geral e presidente em exercício da Comissão Permanente da Mulher da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Amazonas (OAB/AM), Omara Oliveira Gusmão; a segunda defensora pública-geral do Estado, Ana Caroline Santos Pinto Rocha; subsecretária de Políticas Afirmativas para Mulheres e de Direitos Humanos, Graça Prola, que estava representando a Prefeitura Municipal de Manaus; a vice-procuradora do Ministério Público do Trabalho da 11.ª Região, Raquel Pimenta; além de servidores e imprensa local.

Entidades como o Movimento de Mulheres por Moradia Orquídea, a Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro e a Associação Comunitária Parque das Tribos estavam presentes ao lançamento desta manhã.

Desde 2015

Criado em 2015 pelo CNJ, o Programa Justiça pela Paz em Casa busca ampliar a efetividade da Lei Maria da Penha, por meio da concentração de esforços jurisdicionais e da promoção de ações interdisciplinares voltadas à prevenção da violência, à proteção das vítimas e à responsabilização dos agressores.
As semanas ocorrem em março, em alusão ao “Dia Internacional da Mulher”; em agosto, por ocasião do aniversário de sanção da Lei Maria da Penha (Lei n. 11.340/2006); e em novembro, marcando o “Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher”, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), celebrado em 25 de novembro.
Mostra

Paralelo ao lançamento foi lançada a mostra “Vidas Interrompidas: Feminicídio, Gênero e Justiça”. Montada no hall do Fórum Henoch Reis, a atividade traz números e informações sobre o impacto do feminicídio na sociedade.

 

#PraTodosVerem: A imagem mostra um grupo de autoridades reunidas em frente ao Fórum Henoch Reis. O espaço é aberto, com árvores ao fundo e bandeiras oficiais posicionadas atrás de um púlpito transparente. Ao centro da cena está a desembargadora Graça Figueiredo. Ela veste blusa branca e calça em tom rosado claro, segura um cartaz com a mensagem “Em briga de marido e mulher a lei se mete sim”. À sua direita está a desembargadora Vânia Marques Marinho, vestindo um vestido azul escuro com estampas claras e óculos de armação escura. Ao redor, outras autoridades — homens e mulheres — acompanham a solenidade, compondo o cenário institucional.

 

 

 

 

Confira as fotos do evento no link: https://www.flickr.com/photos/tribunaldejusticadoamazonas/albums/72177720332260233

 

Paulo André Nunes

Foto: Marcus Phillipe

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL / TJAM

E-mailEste endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

(92) 99316-0660

 

 

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