Com o tema “Onde tem inclusão, não tem assédio”, a iniciativa foi realizada no Ceti José de Araújo Rodrigues, onde estudantes e a comunidade docente acompanharam palestras instrutivas.
Nesta semana, uma ação integrada realizada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11), em parceria com o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), orientou a comunidade educacional do município de Codajás – distante aproximadamente 240 quilômetros de Manaus – sobre o combate ao assédio, à discriminação e ao capacitismo, que consiste na discriminação social praticada contra pessoas com deficiência.
A ação foi a primeira de um ciclo de quatro eventos programados e, com o tema “Onde tem inclusão, não tem assédio”, a iniciativa foi realizada no último dia 10 de setembro, no espaço físico do Centro de Educação de Tempo Integral (Ceti) José de Araújo Rodrigues, onde estudantes do ensino médio, professores e gestores escolares acompanharam palestras sobre o tema e receberam orientações para identificar, combater e denunciar situações de discriminação, sobretudo de capacitismo, de modo a sensibilizar e orientar os jovens sobre o tema.
Pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), a ação foi priorizada e contou com a participação ativa da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão, presidida pela desembargadora Onilza Abreu Gerth, que designou representantes da referida comissão e da Divisão de Inclusão, Acessibilidade e Sustentabilidade para estarem presentes na programação em Codajás e frisou a importância de iniciativas e campanhas permanentes de combate à discriminação.
“Fizemos questão de estarmos irmanados ao TRT-11 neste importante trabalho educativo e de esclarecimento, que teve como foco a comunidade estudantil e docente do município de Codajás. Reputamos como necessária e urgente a realização de campanhas de sensibilização como esta, que tem como efeito prático o esclarecimento sobre o tema e a formação de disseminadores. Dessa forma, com um trabalho de base voltado especialmente para os jovens e educadores, podemos contribuir para que tenhamos cidadãos cada vez mais inclusivos, esclarecidos e socialmente responsáveis com seus semelhantes”, destacou a desembargadora Onilza Abreu Gerth.
A ação realizada no Ceti José de Araújo Rodrigues teve a colaboração de instituições como a Defensoria Pública Estadual (DPE-AM) e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) do município de Codajás e contou com três palestras.
Abrindo as atividades, o defensor público Thiago Torres Cordeiro abordou o tema “Capacitismo não é brincadeira: como identificar e combater o assédio e a discriminação na escola”. Na sequência, a psicóloga e representante do Centro de Referência Especializado de Assistência Social do município, Elianne Rocha Farias Aguiar, ministrou a palestra “Escola para todos: respeito, inclusão e o direito de ser diferente”.
Encerrando o ciclo, a juíza do Trabalho Sâmara Christina Souza Nogueira, titular da Vara do Trabalho de Coari e vice-coordenadora do Comitê de Acessibilidade do TRT-11, abordou o tema “Inclusão começa comigo: atitudes anticapacitistas que transformam a escola”.
Ao final da programação, foi realizada uma rodada de perguntas e diálogo com o público, proporcionando espaço para reflexão, esclarecimento de dúvidas e troca de experiências.
A atividade contou com a presença dos servidores do Tribunal de Justiça do Amazonas, Camila Fróes Barros e Ivan George Cheik Furtado, e buscou reforçar o compromisso das instituições participantes com a construção de ambientes escolares mais inclusivos, acessíveis e livres de preconceito, discriminação e capacitismo.
#PraTodosVerem: A foto mostra um momento de interação durante a ação de combate ao assédio e à discriminação no Ceti José de Araújo Rodrigues, em Codajás. Em primeiro plano, no centro da imagem, uma mulher de pele clara, cabelos longos castanhos lisos, sorri enquanto entrega um folheto roxo para uma estudante. Ela veste um blazer marrom sobre uma camiseta branca com a estampa de uma mão roxa e a frase parcialmente visível “Combate ao Assédio e à Discriminação”. De costas para a câmera, uma estudante que recebe o material. Esta estudante tem cabelos preto, usa brinco dourado e camiseta vermelha com detalhes brancos do uniforme escolar. Ela segura o folheto com as duas mãos. O folheto roxo tem o título “Atitudes anticapacitistas na escola” e “Combate ao assédio e à discriminação”.
Afonso Júnior
Fotos: Acervo








