Corregedor-geral de Justiça articula soluções para regularização fundiária de área em benefício de 850 famílias da zona rural de Presidente Figueiredo

Requisitada pelo desembargador José Hamilton Saraiva dos Santos, reunião contou com a presença de representantes da Assembleia Legislativa do Estado, Defensoria Pública Estadual, Procuradoria-Geral do Estado e de moradores.


Foto mostra 11 pessoas, entre elas o desembargador José Hamilton Saraiva (quinto da direita para a esquerda)Em reunião realizada na última quarta-feira (5/8), o corregedor-geral de Justiça do Amazonas, desembargador José Hamilton Saraiva dos Santos, deu início a uma articulação interinstitucional com o objetivo de providenciar soluções ágeis para a regularização fundiária em benefício de aproximadamente 850 famílias que residem em oito comunidades localizadas nas proximidades do quilômetro 120 da BR-174, no perímetro rural do município de Presidente Figueiredo-AM.

A reunião, requisitada pelo desembargador José Hamilton Saraiva dos Santos, contou com a participação do corregedor-geral da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), deputado estadual Sinésio Campos; do defensor público Thiago Nobre Rosas; e dos procuradores da Procuradoria-Geral do Estado do Amazonas, Clóvis Smith Frota Junior e Roger Vitorio Oliveira Sousa.

Realizada na sede do Poder Judiciário Estadual, em Manaus, a reunião também contou com a presença de representantes dos moradores da citada área.

De acordo com o corregedor-geral de Justiça, os trabalhos avançarão com providências céleres de articulação na tentativa de solucionar uma demanda de décadas. “Um dos papéis institucionais da Corregedoria-Geral de Justiça do Amazonas é buscar a articulação entre instituições para providenciar a regularização fundiária de áreas, em benefício, sobretudo, de pessoas em situação de vulnerabilidade social que aguardam por esta providência. Em suma, nossa função institucional é garantir direitos a quem os tem. E isto, no decorrer desta nossa gestão, temos feito, dialogando com o Estado, com as prefeituras municipais, mobilizando cartórios e, ao fim, garantindo a titulação a centenas de pessoas”, enfatizou o desembargador José Hamilton Saraiva dos Santos.

Benefícios sociais

De acordo com o corregedor-geral de Justiça do Amazonas, o título de regularização fundiária, além de ser o registro que confere segurança jurídica a quem tem direito à posse de uma moradia ou terreno, gera impacto social sem precedentes para as famílias que dele usufruem. “Com o título de regularização de seu terreno ou de seu imóvel, além de ter seu bem patrimonial valorizado, o beneficiário passa a ter, por exemplo, a possibilidade de obter financiamentos bancários, linhas de crédito para potencializar sua produção agrícola, acesso a serviços públicos essenciais, dentre outros ganhos sociais”, afirmou o desembargador.

Conforme o corregedor-geral, a regularização fundiária favorece, também, o desenvolvimento econômico dos municípios. “Muitos municípios do nosso estado são geridos quase que exclusivamente por fundos de participação. Para os gestores públicos, é salutar que compreendam que a regularização fundiária pode, também, gerar receitas amparadas na legislação, fator que pode vir a auxiliar, sobremaneira, o gerenciamento de uma municipalidade”, citou o desembargador José Hamilton Saraiva dos Santos.

No Amazonas, Emenda Constitucional favorecerá a regularização

O corregedor-geral lembrou que, recentemente, no Amazonas, uma medida impactante foi tomada, conjuntamente pelos Poderes, para impulsionar a regularização fundiária e beneficiar, especialmente, os cidadãos em situação de vulnerabilidade social. Trata-se da promulgação, pela Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, no último dia 14 de julho, da Emenda Constitucional n.º 144, de 1.º de julho de 2026, que alterou o § 5.º do art. 134 da Constituição do Estado do Amazonas, excluindo a cláusula obrigatória de inalienabilidade dos imóveis titulados no âmbito das políticas públicas de regularização fundiária urbana e rural.

“Um esforço, resultado da articulação dos Poderes Judiciário, Legislativo e Executivo, passa a permitir que, em nosso estado, o cidadão beneficiado com a regularização fundiária de seu terreno ou moradia não precise mais aguardar, em determinados casos, pelo prazo constitucional obrigatório de inalienabilidade ou indivisibilidade, fator que postergava o direito da pessoa ter acesso a financiamentos e outros benefícios que uma propriedade devidamente regularizada pode proporcionar”, destacou o desembargador.

Como providência prática deliberada na reunião, inicialmente, a Corregedoria-Geral de Justiça do Amazonas, por dispor de um drone para este fim, atuará para realizar o procedimento de georreferenciamento da citada área localizada na BR-174 e, em seguida, agilizar, junto aos órgãos competentes, os trâmites necessários para a regularização fundiária da área.

Expectativa

Presente na reunião, o corregedor-geral da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), deputado estadual Sinésio Campos, destacou o caráter colaborativo do projeto e os encaminhamentos da reunião. “Buscamos solucionar um problema que se arrasta por muito tempo. A área é da empresa ‘Mil Madeireiras’, que se predispõe, também, a fazer a doação para essas 850 famílias. Com o encaminhamento do desembargador José Hamilton, constituiu-se uma equipe de trabalho e será feito o georreferenciamento da área pelo TJAM, o que terá desdobramentos, chamando outros entes, inclusive os cartórios, para que possam efetivamente já trabalhar na documentação dos títulos definitivos das terras para as 850 famílias”, apontou o deputado estadual Sinésio Campos.

 

#PraTodosVerem: Na imagem que ilustra a matéria, registro fotográfico no qual aparecem de pé e lado lado, onze partícipes da reunião que teve como pauta a articulação interinstitucional com o objetivo de providenciar soluções ágeis para a regularização fundiária em benefício de aproximadamente 850 famílias que residem no perímetro rural do município de Presidente Figueiredo-AM. O registro foi realizado em um ambiente que tem paredes na cor branca e no qual consta uma mesa de reunião na cor preta.

 

Afonso Júnior
Foto: Chico Batata

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL / TJAM

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