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TJAM participa de seminário nacional promovido pelo STJ sobre Protocolo de Crise Socioambiental do Judiciário

Ações voltadas ao fortalecimento da preparação institucional para eventos climáticos extremos foram apresentadas em alinhamento às diretrizes do CNJ.


 

Registro participação TJAM evento online sobre Planejamento Estratégico Sustentável do Poder Judiciário

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) apresentou as experiências desenvolvidas pela instituição na área de resiliência climática durante o "XIII Seminário de Planejamento Estratégico Sustentável do Poder Judiciário (XIII SPES)", promovido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). O evento, realizado em formato online no último dia 25 de junho, reuniu representantes de instituições de diversos estados para debater estratégias voltadas ao fortalecimento da sustentabilidade e da capacidade de resposta do Poder Judiciário diante dos impactos das mudanças climáticas.

Entre os destaques da programação esteve o Painel 5, que reuniu representantes dos estados do Amazonas e do Tocantins para compartilhar experiências e iniciativas relacionadas à resiliência climática no âmbito do Judiciário. Os estados foram convidados a participar do evento por serem os que estão mais avançados na elaboração do Protocolo. 

Representando o TJAM, a diretora da Divisão de Inclusão, Acessibilidade e Sustentabilidade, Monike Saldanha Antony, foi uma das palestrantes do Painel 5, que discutiu o tema “Resiliência Climática e o Protocolo de Crise Socioambiental do Judiciário”, previsto na Resolução n.º 646/2025 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O painel foi presidido pela conselheira do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e juíza do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), Karen Luise Vilanova Batista de Sousa, e contou também com a participação da coordenadora de Gestão Socioambiental e Responsabilidade Social do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), Luciene das Graças Dantas.

Durante o debate, foram discutidas as diretrizes da Resolução CNJ n.º 646/2025, que estabelece orientações para a elaboração do Protocolo de Crise Socioambiental do Poder Judiciário. O instrumento busca orientar os tribunais na prevenção, preparação e resposta a eventos extremos, como secas severas, enchentes, deslizamentos e outras ocorrências decorrentes das mudanças climáticas, além de fortalecer a gestão de riscos, a governança ambiental e o planejamento institucional.

Ao apresentar a experiência do TJAM, Monike Saldanha destacou que a construção de uma política institucional de resiliência climática exige planejamento permanente, capacitação técnica e atuação preventiva.

“O imprevisível não pode ser esperado. Esse é um tema extremamente importante e, com toda a experiência apresentada pela doutora Karen no apoio à construção dessa resolução, acredito que conseguiremos avançar. Esperamos que o CNJ estabeleça diretrizes ainda mais detalhadas para orientar e capacitar todos os tribunais na implementação dessa política. Assim como ocorreu com a agenda de Inventário de Gases de Efeito Estufa (GEE), que também foi uma diretriz do Conselho, tivemos que buscar capacitação especializada e auditorias para evoluir nesse processo. Acreditamos que o mesmo apoio será fundamental para consolidar essa nova política de resiliência climática”, relatou Monike.

A diretora ressaltou ainda que a realidade amazônica reforça a necessidade de planejamento contínuo, diante da recorrência de eventos extremos que afetam diretamente a população e a prestação jurisdicional.

“No Amazonas convivemos todos os anos com fenômenos como a seca extrema e a cheia dos rios. Neste ano, inclusive, já existe a expectativa de uma estiagem severa. São situações que podem evoluir para grandes catástrofes, como vimos recentemente no Rio Grande do Sul e em outros países. Precisamos estar sempre um passo à frente. Não podemos esperar que os desastres aconteçam para só então tomar providências. No TJAM já iniciamos esse processo, reunindo os setores envolvidos, definindo responsabilidades e direcionando as ações necessárias para implementar essa resolução e fortalecer nossa capacidade de resposta”, explicou.

O painel também contou com a participação do tenente do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas e coordenador da Brigada de Emergência do TJAM, Ewerton Augusto da Silva, que apresentou as ações desenvolvidas no enfrentamento de eventos climáticos extremos.

Durante a exposição, o militar demonstrou o sistema de monitoramento permanente da Brigada de Emergência, com o uso de mapas e painéis de Business Intelligence (BI), que subsidiam a tomada de decisões e o planejamento das ações institucionais diante dos cenários de estiagem e cheia no Amazonas.

Segundo o tenente, enquanto a maior parte dos municípios amazonenses permanece em situação de normalidade em relação à estiagem, o cenário das cheias registra 24 municípios em situação de emergência, 19 em estado de alerta e outros 19 em condição de atenção, evidenciando os impactos do período hidrológico sobre diversos serviços públicos e estruturas do Poder Judiciário.

“Diversos municípios do Amazonas já enfrentam impactos significativos em razão da elevação do nível dos rios, o que compromete o funcionamento de ruas, escolas, hospitais, unidades de saúde, farmácias e outros serviços essenciais. Com o monitoramento em tempo real, conseguimos acompanhar a classificação de cada município entre os níveis de normalidade, atenção, alerta e emergência, permitindo uma resposta institucional mais ágil e eficiente diante do agravamento dos cenários climáticos”, disse o tenente.

Promovido anualmente pelo Superior Tribunal de Justiça desde 2014, o Seminário de Planejamento Estratégico Sustentável do Poder Judiciário consolidou-se como um dos principais fóruns nacionais para o compartilhamento de experiências e boas práticas relacionadas à sustentabilidade, à governança ambiental e à gestão pública. A participação do Tribunal de Justiça do Amazonas reforça o compromisso institucional com a implementação de políticas voltadas à sustentabilidade, à gestão de riscos climáticos e ao fortalecimento da capacidade de resposta do Judiciário diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas.

 

 

 

 

 

Carlos Eduardo Rocha

Fotos: Acervo da DIVIAS/TJAM

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL | TJAM

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