Programação cultural reuniu magistrados e servidores que trabalharam na antiga sede do TJAM, registrando as memórias do Judiciário estadual. O resultado final será divulgado em julho, no mês do aniversário da Corte de Justiça do Amazonas.
A história das instituições costuma ser contada pela imponência de seus edifícios de pedra e pela solidez de seus arquivos processuais. No entanto, no ano em que comemora os seus 135 anos de instalação, o Tribunal de Justiça do Amazonas abriu espaço para registrar a memória de magistrados e servidores que, por décadas, trabalharam na antiga sede do Poder Judiciário do Amazonas, o Palácio da Justiça, inaugurado em 1900 e hoje denominado Centro Memorial e Cultural do Judiciário do Estado do Amazonas (Cemecjam).
O evento cultural e memorial, que aconteceu na manhã da última sexta-feira (19/6) com a apresentação das Orquestras de Câmara e de Violões do Amazonas e do Coral do estado, por meio de parceria com a Secretaria Estadual de Cultura, foi desenhado para promover reencontros, registrar depoimentos e eternizar as lembranças de pessoas cuja trajetória se entrelaça com a história da Justiça amazonense. O resultado final será apresentado em formato de clipe e o vídeo estará no site “Janelas do Tempo – TJAM 135 Anos”, que poderá ser acessado no portal do TJAM, cuja data de lançamento será divulgada brevemente.
De acordo com a presidente da Comissão Permanente de Gestão da Memória do Tribunal de Justiça do Amazonas, desembargadora Onilza Abreu Gerth, representando a Presidência da Corte, “uma instituição não é feita só de paredes e pedras. Comemorar os 135 anos do Poder Judiciário do Amazonas valorizando o fator humano significa trazer afeto à memória – e isso é muito importante”, destacou a magistrada durante a abertura do evento, na sexta-feira.
Projeto “135 Anos”
A iniciativa faz parte de uma série de ações estratégicas do projeto “TJAM 135 Anos”, idealizado pela Assessoria de Comunicação Social do Tribunal, com o objetivo valorizar a trajetória do Judiciário estadual, preservar a sua história, aproximar o cidadão e explicar um pouco do trabalho desenvolvido pelos magistrados e servidores.
Nessa ação específica, está sendo criado o site “Janelas do Tempo”, em parceria com a equipe da Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação da Corte (Setic/TJAM), que será uma espécie de museu virtual do Judiciário estadual, com lançamento previsto para julho, mês do aniversário de instalação do Tribunal de Justiça do Amazonas. O clipe será inserido nesse site.
De acordo com a diretora da Assessoria de Comunicação Social, jornalista Acyane do Valle, que é uma das idealizadoras do projeto, a visão do “Janelas do Tempo” é centralizar parte da história documentada do Judiciário estadual em uma plataforma de fácil acesso para o cidadão conhecer e entender como a instituição faz parte de sua vida. E, ainda, valorizar o fator humano nesse contexto, enfatizando o trabalho das pessoas que atuaram nos bastidores para que, ao longo do tempo, o Judiciário cumprisse seu papel social.
“Daí surgiu a ideia de produzir um clipe institucional que fizesse um resgate afetivo, registrando as memórias vivas de uma época que não podemos deixar no esquecimento. Por isso, voltamos à antiga sede do Tribunal de Justiça do Amazonas para reviver momentos, lembranças, promover reencontros e capturar relatos que nos ajudam a olhar para a instituição de forma mais humana e, ao mesmo tempo, mesclar com apresentação cultural e tivemos um apoio fundamental da Secretaria Estadual de Cultura para que essa parte do projeto se concretizasse”, ressaltou a jornalista do TJAM.
Registros
Entre os presentes que ajudaram a tecer a história do Judiciário amazonense para o clipe do “Janelas do Tempo”, está o desembargador aposentado Neuzimar Pinheiro, que presidiu o Tribunal no período de 1996 a 1998. Sua administração foi marcada pelo pioneirismo ambiental, com a instalação da Vara Especializada em Meio Ambiente e Questões Agrárias (VEMAQA), uma das primeiras no Brasil. O magistrado também foi responsável por captar recursos e impulsionar a reforma do hoje Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis, na Avenida Jornalista Umberto Calderaro Filho, que concentra as Varas Criminais da Comarca de Manaus.
Outra presença na gravação de sexta-feira foi a da servidora Graça Figliuolo. viúva do ex-presidente da Corte, desembargador Alcemir Figliuolo, já falecido. Ela foi, por muitos anos, chefe do Cerimonial do Judiciário amazonense. “Foram 14 anos aqui e estou muito feliz e muito grata por voltar a este espaço. Daqui, saí com saudade, mas com o sentimento de dever cumprido”, disse, emocionada.
Também participaram do evento os desembargadores Lafayette Vieira Júnior (filho do desembargador Lafayette Vieira, que presidiu o TJAM no biênio 1985/1986); a desembargadora Ida Maria Costa de Andrade; o desembargador Cláudio Roessing e a juíza convocada Ana Maria Diógenes; além das servidoras Iêda Pereira, Débora Dib, Ecyr Dias, Regina Boaz, Eurinete Oliveira, Roseane Velloso e Isabel Cavalcante, e, ainda, o servidor Manuel Américo Guedes, que relembraram suas passagens pelos corredores daquele prédio que hoje é patrimônio cultural do estado.
Programação Cultural
O ambiente também foi palco de uma programação artística. Durante as gravações, os convidados assistiram à apresentação da Orquestra de Câmara do Amazonas, sob a regência do maestro Marcelo de Jesus; da Orquestra de Violões do Amazonas, sob a regência do maestro Davi Nunes; e do Coral do Amazonas, regido pelo maestro Otávio Simões.
A visita guiada pelo prédio histórico reviveu personagens de época encenados pelo grupo de Teatro Metamorfose, que levaram os presentes a uma viagem ao passado na companhia da figura do “Coronel Ramalho Júnior, governador do Estado do Amazonas”, no período em que foi inaugurado o Palácio da Justiça.
Texto: Dora Paula e Acyane do Valle
Fotos: Raphael Alves
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL | TJAM
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