Comarcas do interior que estão utilizando a ferramenta do Google Meet para realizar audiências avaliam recurso de forma positiva

O Tribunal vem incentivando o uso dos recursos tecnológicos nesse período de pandemia.


 

Googlo MeetCom a adoção do pacote Google Workspace pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) no segundo semestre de 2020, o aplicativo Meet passou a ser utilizado para a realização de videoconferências das audiências e de outros atos oficiais do Tribunal, dando cumprimento à Resolução n.º 337/2020, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Para as comarcas do interior do Estado que já estão utilizando a ferramenta, a avaliação é positiva.

Juiz de Humaitá, Bruno Rafael Orsi, disse que esse recurso tem facilitado a continuidade dos serviços. O magistrado também destacou melhora no serviço após a mudança da internet de satélite para fibra ótica na região: “A qualidade de transmissão da imagem e som é muito boa e a fibra ótica está sendo salutar para o bom desenvolvimento dos trabalhos na comarca”, destacou o magistrado.

Atualmente, Humaitá, Manacapuru e Novo Airão dispõem de acesso à internet por fibra e até abril deste ano, de acordo com a Divisão de Tecnologia da Informação e Comunicação do órgão, o Tribunal pretende interligar mais seis comarcas (Careiro Castanho, Careiro da Várzea, Presidente Figueiredo, Iranduba, Manaquiri e Parintins). ao sistema já utilizado na região metropolitana de Manaus.

A juíza Aline Kelly Ribeiro Marcovicz Lins, da 1ª Vara de Manacapuru, município da região metropolitana de Manaus, disse que fez uma audiência usando o Google Meet e avaliou que “a ferramenta foi muito útil e funcionou bem, inclusive com o uso de conexões de internet mais lentas, como ocorre nas comarcas do interior do Estado”.

O juiz Saulo Goes Pinto, da 1.ª Vara de Itacoatiara, a 272 quilômetros da capital, também avaliou de forma positiva a disponibilização do aplicativo para as audiências. “A melhor vantagem é que as audiências e os atendimentos aos advogados já ficam gravados automaticamente no drive; antes, precisávamos gravar, guardar em um arquivo e remeter, o que demandava tempo e o comprometimento de outras atividades. Outra questão positiva é a qualidade de áudio e vídeo”, disse o magistrado.
Ele destacou que a videoconferência é um recurso importante, pois possibilita a continuidade do trabalho do Judiciário, com a realização de audiências, como as de réus presos. “É uma ferramenta imprescindível para que o Judiciário possa ser mais produtivo e dar respostas necessárias à sociedade”.

O uso da videoconferência está sendo incentivado pelo TJAM. Em função do aumento do número de casos e de mortes por covid-19 no Estado, o presidente do TJAM, desembargador Domingos Chalub, determinou a suspensão do plano gradual de retorno às atividades presenciais no Tribunal até o dia 31 de janeiro deste ano, por meio da Portaria n.º 002/2021.

Google Meet

A Portaria n.º 2.256/TJAM, disponibilizada no Diário da Justiça Eletrônico em 1.º de dezembro de 2020, nas páginas 4 e 5 do Caderno Administrativo, definiu “a plataforma de videoconferência Google Meet como sistema único para realização de videoconferência nas audiências de instrução e julgamento, sessões e atos oficiais no âmbito do Tribunal de Justiça do Amazonas”.

O aplicativo Meet passou a ser usado após um workshop em novembro, voltado para os servidores que fariam audiências na "Semana Nacional de Conciliação". Depois, outra série de treinamentos no pacote Workspace foi ministrada em conjunto pela Escola de Aperfeiçoamento do Servidor e a Divisão de Tecnologia da Informação e da Comunicação.

Nuvem

Em continuidade à implantação do pacote corporativo Workspace, o Tribunal de Justiça do Amazonas disponibilizou desde o último dia 7 de janeiro, o armazenamento de arquivos em nuvem do Google.

De acordo com o diretor da Divisão de Tecnologia da Informação e da Comunicação, Ricardo Câmara, o serviço oferece a vantagem de não ter limite de espaço, ser acessível de qualquer lugar com conexão à internet e por diferentes dispositivos (computador, tablet, celular).

Os setores interessados em ter esse espaço devem abrir um chamado no sistema Helpdesk (https://helpdesk.tjam.jus.br/) solicitando o serviço à Divisão, que criará a área para o setor, e então as próprias equipes poderão subir os arquivos que forem de seu interesse.

Segundo Câmara, os arquivos já existentes também podem ser migrados, ou pela Divisão, ou pelos próprios setores. Ainda de acordo com o diretor, um workshop será realizado ainda em janeiro, em data a ser definida, para orientação sobre o funcionamento do serviço.

 

 

 

Patricia Ruon Stachon e Acyane do Valle

Arte: reprodução da internet

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