Dados consolidados apontam também para um número de 24.633 audiências pautadas no ano passado.
O ano de 2025 foi o de maior produtividade da história do Centro Judiciário de Soluções de Conflitos e Cidadania-Cível (Cejusc-Cível) do Tribunal de Justiça do Amazonas. É o que mostra o Relatório Consolidado de Desempenho da unidade judiciária, destacando um número de 24.633 audiências e que resultaram em R$ 24,6 milhões em acordos entre as partes.
A maioria das ações que chega ao Cejusc-Cível envolvem instituições bancárias, seguidas por concessionárias de energia e de água e operadoras de telefonia móvel.
As atividades da pauta ordinária foram responsáveis por 6.873 audiências realizadas que geraram R$ 408.835,42.
Já os Mutirões Especiais (ações temáticas estratégicas) adicionaram 4.501 audiências realizadas, resultando em R$ 24,2 milhões e sendo responsáveis por 98,3% do valor total registrado no ano passado pelo Cejusc-Cível. Entre os projetos e mutirões executados pelo centro judiciário em 2025 estão a 2.ª Semana Nacional da Regularização Tributária – em março, com foco na recuperação de crédito público; o Mutirão de Grandes Litigantes, realizado nos meses de maio e julho, voltado à pacificação em larga escala (90 dias); a 2.ª Semana Nacional dos Juizados Especiais, promovida em maio e junho, com sessões em dois turnos para aumentar a eficiência; e a Semana da Pessoa Idosa, realizada no mês de agosto, com foco no acesso célere e humanizado à Justiça pelo jurisdicionado com 60 anos ou mais.
Os mutirões de audiências de conciliação do Cejusc-Cível, cujas partes eram pessoas com deficiência, também contaram com o apoio de tradutores de Libras do TJAM.
O setor também atuou na 20.ª Semana Nacional da Conciliação (SNC), em novembro de 2025, com uma pauta de 4.077 processos. Destes, foram efetivamente realizadas 3.028 audiências, resultando em 498 acordos. O evento foi realizado de 3 a 7 de novembro e, em âmbito estadual, foi coordenado pela Corregedoria-Geral de Justiça (CGJ/TJAM).
Ainda conforme o Relatório Consolidado de Desempenho, foram atendidas 33.374 pessoas ao longo do ano. O Cejusc-Cível realiza audiências pré-processuais e processuais cíveis e ainda realiza perícia relativa ao Seguro DPVAT e ao INSS. Possui 20 salas para realização das audiências de mediação/conciliação. Os Cejuscs implementados pelo Sispemec/Nupemec do TJAM são responsáveis pela absorção de 40% dos processos distribuídos entre as Varas e entregam uma taxa média de acordos em torno de 50% das ações encaminhadas.
Resultado comemorado
“O ano de 2025 foi o que mais produzimos e que registrou um resultado excelente visto a quantidade de mutirões que participamos. Para nós, servidores, é mais do que gratificante ver o resultado do nosso esforço”, disse Geórgia Negreiros, diretora de Secretaria do Cejusc-Cível, reforçando a importância da conciliação.
“Vejo a conciliação como algo extremamente positivo, porque, quando um processo é encerrado por meio de um acordo, a pessoa sai feliz e, ao mesmo tempo, aliviada. Isso demonstra que o diálogo foi possível e que o conflito foi resolvido de forma mais humana. Para nós, é a confirmação de que o nosso trabalho cumpriu sua finalidade”, completou Geórgia.
Onde funciona
O Cejusc-Cível está localizado no 5.º andar do Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis, no bairro de São Francisco, zona Sul de Manaus, e é coordenado pelo juiz de Direito Roberto dos Santos Taketomi. O Centro é subordinado ao Sistema Permanente de Mediação e Conciliação (Sispemec/TJAM), que tem como presidente o desembargador Délcio Santos, e ao Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec/TJAM), coordenado pelo juiz de Direito Gildo Alves Carvalho Filho.
Trabalho humanizado
Entre os servidores que colaboraram para o recorde de produtividade do Cejusc-Cível do TJAM está Carlos John Martin Souza, de 25 anos. Pessoa com deficiência visual, ele é estagiário e atua como conciliador nas audiências utilizando o sistema NVDA (NonVisual Desktop Access), um leitor de tela gratuito e de código aberto para Windows que permite a pessoas cegas ou com baixa visão usar o computador, lendo em voz alta textos e elementos da tela, e controlando o sistema com o teclado, promovendo a inclusão digital.
“Gosto muito de trabalhar aqui, pois lidamos com muitas pessoas. Tentamos falar com elas para resolver o processo da melhor forma possível”, disse John, que está no TJAM há cerca de dois anos.
Para o servidor Manuel Ramos, 30, que também trabalha como conciliador, estimular a cultura de paz é um dos objetivos de quem está no centro judiciário. “Minha contribuição é estimular a política de conciliação. Sabemos que é muito importante que, antes das pessoas começarem com uma ação, nós possamos encontrar um caminho mais rápido para a solução de um processo que pode durar 2, 4 ou 5 anos; e, pelo setor de conciliação, as partes conseguem receber seu valor pecuniário em menos de 30 dias. Tudo no sentido de estimular a cultura da paz, através da conciliação”, completou.
SERVIÇO
Cejusc-Cível do TJAM
Localização: Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis, Avenida Jornalista Umberto Calderaro Filho, s/n, bairro de São Francisco, 4.º andar, Setor 1
Horário: das 8h às 14h
E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Contato: (92) 3303-5246
Competência: Cível
#PraTodosVerem: A publicação possui várias fotos que mostram o local do centro judiciário e as equipes realizando atendimento. A que abre o texto mostra o grupo de profissionais do centro judiciário, posando para a foto e sorrindo. São 17 pessoas, de várias idades, com parte delas sentada em um banco e o restante em pé. Eles estão em frente a um painel de madeira que traz o brasão do TJAM e a identificação do local: “Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania – Cível", em letras pretas e maiúsculas. O local é iluminado e no lado esquerdo é possível ver janelas de vidro. Fim da descrição.
Texto: Paulo André Nunes | TJAM
Fotos: Marcus Phillipe | TJAM
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL / TJAM
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(92) 99316-0660











