A iniciativa reúne agentes de portaria, recepcionistas, equipes de limpeza, ascensoristas, profissionais da manutenção e da assistência militar.

A Escola Judicial do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (Ejud/TJAM) deu início, nesta terça-feira (20/10), ao ciclo de formação “Atendimento Humanizado e Linguagem Simples: O Papel Social e Institucional no Acesso à Justiça”. A iniciativa é voltada diretamente para as equipes da linha de frente do atendimento ao público nos prédios do Poder Judiciário amazonense.
Realizado no auditório do Fórum Desembargadora Euza Vasconcellos, das 14h às 18h, o primeiro dia de formação reuniu agentes de portaria, recepcionistas, equipes de limpeza, ascensoristas, profissionais da manutenção e da assistência militar. O curso adota uma abordagem prática, baseada na participação ativa dos colaboradores em situações reais do cotidiano dos fóruns e no seu papel ativo enquanto agentes de acesso à justiça.
O diretor da Ejud, desembargador Abraham Peixoto, destacou que a formação nasceu da necessidade de valorizar quem cuida do primeiro contato do Judiciário com a sociedade: “Idealizei, há alguns anos, o projeto de Liderança, que contempla o tema: Atendimento Humanizado, fundamentado na convicção de que a humanização começa pela humildade e pelo reconhecimento de que não existem serviços menores, tampouco pessoas menos importantes. Todas as funções são igualmente dignas de respeito e essenciais ao funcionamento deste Tribunal e à nossa missão de servir.”
Nas dinâmicas em grupo, as equipes simularam situações frequentes de atendimento ao público, como a orientação de pessoas que acabaram de sair de uma audiência com um documento em mãos sem saber como prosseguir, além de sanar dúvidas comuns sobre a localização de salas, telefones, balcões e secretarias.
Segundo Rafael Santos, secretário-geral da Ejud e formador do curso, a proposta fortalece a integração de todo o quadro institucional na prestação de serviços, garantindo que, desde a primeira abordagem ao cidadão, sejam oferecidas informações claras e que auxiliem na busca de direitos. Rafael afirmou ainda que, “ao se enxergarem enquanto parte ativa no processo de acesso à justiça, se constrói um corpo funcional mais comprometido com a função do Poder Judiciário perante a sociedade.”
A formação também apresentou materiais em linguagem simples criados pelo Simplifica TJAM e pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Com o subsídio dessas informações o público da atividade pode ser apoio ao jurisdicionado no entendimento de documentos para um vocabulário acessível, garantindo que o cidadão compreenda as instruções recebidas e sinta segurança no encaminhamento de suas demandas.
Cronograma e conformidade legal
A formação atende a diferentes turmas ao longo da semana,. O cronograma prossegue nesta quarta-feira (21), na sala de aula da Ejud, localizada no Fórum Ministro Henoch Reis. O encerramento do primeiro ciclo formativo ocorre amanhã, quinta-feira (22), novamente no auditório do Fórum Desembargadora Euza Vasconcellos.
O curso está alinhado às diretrizes da Lei n.º 15.263/2025 (Linguagem Simples) e da Lei n.º 13.146/2015 (Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência). No âmbito das diretrizes do Judiciário nacional, a iniciativa cumpre a Recomendação CNJ n.º 144/2023 e atende aos critérios de acolhimento inclusivo da Resolução CNJ n.º 401/2021 (acessibilidade a PcD) e da Resolução CNJ n.º 425/2021 (atenção a pessoas em situação de rua).
#ParaTodosVerem: A fotografia que ilustra a matéria mostra o auditório do Fórum Desembargadora Euza Vasconcellos durante a entrega de certificados do curso "Atendimento Humanizado e Linguagem Simples". Na imagem os profissionais que integram as equipes de apoio, portaria e recepção posam reunidos e sorridentes, segurando seus certificados de conclusão.
Texto e foto: Débora Mattos | Ejud