Palestra sobre Corpo-Território marca início das atividades do curso Gênero em Foco

Realizada em modalidade online, a Aula Magna contou com mais de 70 participantes.


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A palestra “Corpo-Território, Mulheres Indígenas e Interculturalidade”, realizada na última sexta-feira (20/3), iniciou as atividades do curso Gênero em Foco - População Indígena, formação promovida pela Escola Judicial do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (Ejud/TJAM) .

A Aula Magna foi realizada na modalidade online, por meio da plataforma Google Meet, contando com 73 participantes, entre o público interno do Tribunal de Justiça, membros da rede de proteção e acolhimento à mulher indígena e integrantes da comunidade acadêmica.

A palestrante foi a antropóloga e co-fundadora da Articulação Brasileira de Indígenas Antropóloges (ABIA), Braulina Baniwa, que apresentou o conceito de “corpo-território”, destacando que corpos de mulheres indígenas trazem em si conceitos de resistência, além da cultura dos povos a qual fazem parte.

Ao ser questionada sobre a importância deste tema para o judiciário, Braulina ressaltou que a capacitação “é o primeiro passo para que nosso Judiciário olhe para os corpos das mulheres indígenas de forma completa e acolhedora. Exige um grande esforço para entender essas diferentes realidades e vivências, compreendendo como a Justiça deve agir nesses casos e lugares, para resguardar e cuidar dos direitos das indígenas mulheres da melhor forma possível”.

“Ao lidar com casos de violência de gênero em comunidades indígenas, o primeiro passo é buscar entender se essas mulheres entendem o que é a violência de gênero”, destaca Braulina. “Para muitas, a violência está limitada à agressão e à morte. Conceitos como a violência patrimonial e o assédio sexual são estrangeiros para muitas dessas populações. Não há como enfrentar algo que nem se entende. É necessário ter o cuidado de entender o que elas consideram como violência, ouví-las e entender suas realidades, para que possamos então realizar o processo de acolhimento e combate à essas violências”, concluiu.

Após a participação de Braulina, a assistente social do Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher (Nudem) da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), Márcia Moraes, apresentou a exposição “Sem Medo de Viver”. A mostra é uma iniciativa da Nudem/DPE-AM e apresenta depoimentos sobre mulheres que romperam o ciclo da violência doméstica. 

A extensão

O curso de extensão Gênero em Foco - População Indígena é uma iniciativa da Ejud que visa a capacitação dos participantes no reconhecimento, enfrentamento e combate à violência doméstica no contexto de mulheres indígenas, proporcionando conhecimento teórico e prático sobre gênero, legislação e rede de apoio e proteção às mulheres sobreviventes de violência.

A formação está com inscrições abertas, no EmeronWeb ou clicando no link.

#ParaTodosVerem: A imagem que ilustra a matéria mostra uma mulher de  cabelos curtos pretos e moletom rosa assistindo à palestra. Ela está olhando para um computador que está ligado na tela de apresentação do Google Meet.


Texto: Gabriel Horta | Ejud
Foto: Nicolle Brito | Ejud

 

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