A atividade reuniu mais de 400 representantes de unidades administrativas e judiciais do TJAM.

Encerrou na última sexta-feira (27/2), a capacitação em Inteligência Artificial, promovida pela Escola Superior da Magistratura do Amazonas (Esmam), pela Escola Judicial (Ejud) e pelo Comitê de Inteligência Artificial do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM).
Foram três turmas compostas por juízes e juízas da capital e do interior do Estado, além das equipes das unidades judiciárias do TJAM, ao longo dos dias 23 ao dia 27 de março, totalizando cerca de 400 pessoas certificadas pela capacitação. A ação foi realizada no auditório do Instituto de Conhecimento e Meta (ICM) com carga horária de 8h para cada uma das três turmas ofertadas.
Durante o curso, foram apresentados conteúdos teóricos e atividades práticas voltadas à atualização em Inteligência Artificial, tanto para uso pessoal quanto institucional. Foram abordadas técnicas de construção de prompts e foram debatidas as possibilidades de aplicação da ferramenta nas atividades judiciais e administrativas, seguindo a Resolução de Governança de I.A. do TJAM e a Resolução n.º 615/2025.
A desembargadora Vânia Marinho, presidente do Comitê de Governança de Inteligência Artificial do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM), acompanhou a abertura da segunda turma da capacitação.
A magistrada salientou que mais do que cumprir a determinação do CNJ, a ação busca capacitar os servidores e servidoras para o uso seguro e eficiente da ferramenta. “A Inteligência Artificial não vem para substituir o servidor ou o magistrado. Ela é uma ferramenta que pode auxiliar na agilidade e excelência da nossa prestação jurisdicional, mas que deve ser usada com segurança, eficiência e responsabilidade, e que carece de revisão humana para evitar eventuais equívocos”, concluiu a desembargadora Vânia Marinho.
Atuaram como instrutores o juiz auxiliar da Corregedoria-Geral de Justiça do Amazonas (CGJ-AM), Igor Campagnoli; a auditora de controle externo do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), Juliana Najara; e o diretor de Inteligência Artificial e Ciência de Dados do TJAM, Rhedson Esashika.
O curso, de acordo com o juiz Igor Campagnolli, é “fruto de um esforço conjunto da Ejud, Esmam e do Comitê de Governança de Inteligência Artificial do TJAM, demonstrando na prática a forma correta de se usar a IA, respeitando as resoluções do CNJ, e focando também na ética e na técnica, para que fique claro os riscos, limitações e possibilidades que a Inteligência Artificial apresenta”.
Segundo o instrutor Rhedson, “a formação que o TJAM promoveu é de suma importância para levar ao entendimento dos servidores os fundamentos de I.A, aplicações práticas e também formas de utilizar o modelo local de Inteligência Artificial, que é o Arandu. A implementação da I.A é importante, visto que o fluxo de trabalho tende a melhorar, há mais celeridade processual e o servidor tem mais qualidade de vida”.
#ParaTodosVerem: a fotografia principal que ilustra a matéria mostra o juiz Igor Campagnolli ministrando uma das aulas durante o curso de capacitação. Ele está em pé diante da plateia formada por juízes e servidores, usa terno azul-marinho e fala ao microfone. Logo atrás do magistrado, também em pé, estão os dois outros instrutores da capacitação, Juliana Najara e Rhedson Esashika.
Texto: Nicolle Brito e Igor Braga | Ejud
Foto: Raphael Alves | TJAM