TJAM | CORREGEDORIA GERAL DE JUSTIÇA

corregedoria@tjam.jus.br   (92) 2129-6677     Transparência

CNJ, Corregedoria-Geral de Justiça do Amazonas e órgãos colaboradores conclui mutirão de registro civil realizando mais de 1,3 mil atendimentos em benefício da população indígena na região do Vale do Javari

A ação foi realizada entre os dias 3 e 5 de março e, com os números alcançados consolidou-se como o maior mutirão de serviços no segmento de registro civil realizado dentro de uma comunidade indígena nesta região do País.


Javari

Javari 1

Javari 2

Javari 3

Javari 4

Javari 5

Javari 6

Javari 7

Javari 8

Javari 9

 

Contabilizando 1.325 atendimentos em benefício da população indígena da etnia Kanamari, a Corregedoria-Geral de Justiça do Amazonas (CGJ-AM) em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e órgãos parceiros concluiu os trabalhos do mutirão de cidadania “Registre-se! Brasil Parente” realizado nesta semana, na aldeia Massapê, localizada na região do Vale do Javari, no extremo oeste do Amazonas.

Os serviços realizados em regime de mutirão abrangeram: emissões de documentos civis básicos, segundas vias de certidões de nascimento, registros tardios, retificações administrativas e restauração de registros, além de atendimentos médicos e hospitalares realizados em parceria com as instituições participantes.

A ação foi realizada entre os dias 3 e 5 de março e, com os números alcançados consolidou-se como o maior mutirão de serviços no segmento de registro civil realizado dentro de uma comunidade indígena nesta região do País.

O esforço conjunto dos órgãos envolvidos, conforme a organização do evento, garantiu que todas os moradores da Aldeia Massapê que aguardavam por atendimento e possuíam demandas relacionadas à emissão de documentos fossem devidamente assistidos.

Na oportunidade, 700 atendimentos foram realizados pelo cartório extrajudicial (com emissão e regularização de registros civis); 425 atendimentos pelo Instituto de Identificação (com emissão de documentos como CPF e carteira de identidade); e 200 atendimentos pelo Núcleo de Justiça Itinerante do Tribunal de Justiça do Amazonas (com orientação jurídica e encaminhamento das demandas apresentadas pela comunidade).

Cidadania onde os braços do Estado ainda não alcançam

Localizado na fronteira do Brasil com o Peru, o Vale do Javari é uma das regiões mais isoladas do país.

A terra indígena possui cerca de 8,5 milhões de hectares e abriga a maior concentração de povos isolados do mundo, além de comunidades de contato recente que vivem profundamente inseridas na floresta amazônica.

Para essas populações, a distância geográfica, a ausência de infraestrutura e a dificuldade de deslocamento até centros urbanos tornam o acesso a serviços públicos um desafio permanente.

“Por essa razão, o programa adotou uma estratégia fundamental: levar o Estado até dentro da comunidade indígena, permitindo que os serviços de cidadania chegassem diretamente às aldeias, sem exigir deslocamentos longos e complexos pelos rios da Amazônia. Para muitos moradores da Aldeia Massapê, esta foi a primeira oportunidade de obter um documento civil ou regularizar registros, garantindo reconhecimento oficial perante o Estado brasileiro”, afirmou o magistrado Roberto Santos Taketomi: juiz-corregedor auxiliar e coordenador da ação de cidadania designado pelo corregedor-geral de Justiça do Amazonas, desembargador José Hamilton Saraiva dos Santos.

Mais do que um procedimento burocrático, o registro civil, de acordo com o juiz Roberto Taketomi, representa a porta de entrada para o exercício da cidadania, permitindo acesso a políticas públicas como saúde, educação, assistência social e programas governamentais.

Um marco de cidadania no coração da floresta

Ao alcançar a Aldeia Massapê, no interior da floresta amazônica, o mutirão do Registre-se: Brasil Parente demonstrou que a cidadania pode ultrapassar as barreiras geográficas e chegar a brasileiros que vivem em territórios remotos, muitas vezes distantes do alcance cotidiano do poder público.

A iniciativa reafirma que nenhum brasileiro deve permanecer invisível para o Estado, independentemente da distância, da geografia ou das condições de acesso.

“Levar documentos, direitos e reconhecimento civil a essas comunidades significa, na prática, integrar povos historicamente afastados das estruturas formais do país e garantir que também sejam plenamente reconhecidos como cidadãos brasileiros”, concluiu o juiz Roberto Santos Taketomi ao avaliar positivamente o empreendimento social realizado em prol da cidadania dos povos indígenas da região.

União institucional para garantir direitos

A ação foi resultado de uma ampla articulação institucional, reunindo o Conselho Nacional de Justiça por intermédio da Corregedoria Nacional de Justiça; a Corregedoria-Geral de Justiça do Amazonas; a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai); a Prefeitura Municipal de Atalaia do Norte; a Secretaria Municipal de Saúde; a Associação dos Notários e Registradores do Estado do Amazonas (Anoreg-AM); a Defensoria Pública do Estado do Amazonas; o Instituto de Identificação do Estado do Amazonas; o Cartório do Ofício Único de Atalaia do Norte; além do Tribunal de Justiça do Amazonas, por meio do Núcleo de Justiça Itinerante.

A presença integrada das referidas instituições, conforme a organização do evento, permitiu levar à comunidade indígena um conjunto amplo de serviços públicos essenciais, reforçando o compromisso das instituições brasileiras com a promoção da cidadania e a garantia de direitos fundamentais.

 

Texto: Afonso Júnior
Fotos: Acervo
Setor de Comunicação Social da Corregedoria-Geral de Justiça do Amazonas
E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Cookies user preferences
We use cookies to ensure you to get the best experience on our website. If you decline the use of cookies, this website may not function as expected.
Accept all
Decline all
Publicidade
Youtube
Accept
Decline
Analítico
Google Analytics
Accept
Decline
Save