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Principal Sala de Imprensa “Litígio precisa ser substituído pelo diálogo”, diz especialista em curso direcionado a representantes empresariais

“Litígio precisa ser substituído pelo diálogo”, diz especialista em curso direcionado a representantes empresariais

Setenta e quatro representantes empresariais participam de formação promovida em Manaus, com apoio do TJAM, nesta semana.


38358075966_74a796b924_z“A cultura do litígio precisa ser substituída pelo diálogo, especialmente nesta época de ampla concorrência na qual nenhum cliente pode ser dispensado”. Com esse alerta, a doutoranda em Direito pela USC-DF e formadora credenciada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Eliane Scheidt, abriu na segunda-feira (13) uma formação voltada para prepostos e advogados de empresas instaladas no Amazonas.

Promovido pela Rede Internacional de Excelência Jurídica do Distrito Federal (Riex-DF), o curso conta com a participação de 74 representantes empresariais. A programação se estenderá a sexta-feira (17) – exceto no feriado desta quarta –, das 15h às 17h, no auditório do Centro Administrativo José de Jesus Ferreira Lopes, em prédio anexo à sede da Corte Estadual, no bairro Aleixo.

Com o objetivo de capacitar prepostos e advogados representantes judiciais de empresas para a negociação e para o 38413605711_6416b51cb3_ztratamento adequado de conflitos, com foco na mediação e conciliação, o curso é o primeiro do gênero do Amazonas e tem o apoio do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM),  que colaborou com a logística do evento por meio de seu Sistema de Mediação e Conciliação (Sistemec) e Núcleo Permanente Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec).

Ao frisar a necessidade do diálogo em substituição ao litígio, Eliane Scheidt comentou que esta quebra de paradigma tem fortalecido a imagem de muitas empresas. “Observando o contexto de ampla concorrência e o panorama de crise no qual nenhum cliente pode ser dispensado, cada vez mais as empresas brasileiras estão passando a estabelecer, com sua clientela, uma cultura de diálogo, compreendendo que nenhuma reclamação pode deixar de ser ouvida e nenhum conflito pode deixar de ser resolvido. Agindo assim, estas empresas reconquistam clientes e fortalecem cada vez mais suas imagens”, apontou a formadora.

Eliane Scheidt mencionou que, hoje, a responsabilidade social é uma exigência da sociedade que valoriza muito mais as empresas que a praticam. “Essa responsabilidade é notada em uma infinidade de iniciativas, dentre as quais na tentativa de resolução pacífica dos conflitos. Ao estabelecer o diálogo com seus clientes e evitando o litígio, estas empresas transformam situações de crise em situações de oportunidade com o cliente passando a ser seu divulgador, permanecendo consigo e fazendo questão de comunicar a outros que foi prontamente ouvido – que por vezes, ouviu da empresa um pedido de desculpas – e foi atendido no momento em que quis apresentar sua queixa”, destacou.

Na abertura do curso, representando o TJAM, o juiz coordenador do Nupemec, Gildo Alves, destacou que a Corte Estadual colaborou com a realização da formação que, na prática, é um dos passos concretos do ‘Pacto pela não Judicialização’ que será lançado pelo Tribunal nas próximas semanas. “A presidência do TJAM reuniu-se com representantes judiciais no último mês e tratou sobre este pacto que visa incentivar o diálogo em benefício dos jurisdicionados. Todas as empresas que participaram daquele encontro enviaram representantes para este curso e estamos entusiasmados pois, com ele, se dá um passo importante para concretização de um projeto audacioso e que beneficiará a sociedade”, comentou o magistrado.

Aprimoramento

Participando do curso, a advogada Viviane Ferreira Ruiz, representante de uma empresa amazonense  fabricante de refrigerantes, disse que buscou o curso pensado na melhor qualificação para a realização de possíveis acordos. “Temos, em nossa empresa, a cultura de prevenção a possíveis conflitos. Nos inscrevemos no curso para ampliar o conhecimento diante das mudanças no novo Código do Processo Civil (CPC) e para nos preparamos para realizarmos a composição de acordos inclusive nos casos judicializados”, disse a advogada, comentando que devido à prática conciliatória, a empresa que ela representa registra um baixo índice de processos em tramitação nas esferas Cível e Trabalhista.

A capacitação contará, também, com a colaboração da instrutora Fabíola Orlando.


Afonso Júnior
Fotos: Raphael Alves

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