Carregando
Principal Colégio de Presidentes Notícias & Destaques ENCONTRO DE PRESIDENTES DE TRIBUNAIS É ABERTO NO PALÁCIO RIO NEGRO

ENCONTRO DE PRESIDENTES DE TRIBUNAIS É ABERTO NO PALÁCIO RIO NEGRO

Homenagem ao ministro Maurício Corrêa e um raio-x do Judiciário na visão do desembargador Marcus Faver marcam a abertura do 91º Encontro do Colégio de Presidentes de Tribunais de Justiça do Brasil


Uma homenagem ao ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Maurício Corrêa – morto em fevereiro deste ano –, marcou a abertura do 91º Encontro do Colégio de Presidentes de Tribunais de Justiça do Brasil, que está acontecendo em Manaus, no Salão Nobre do Tropical Hotel. A solenidade de abertura do evento, que aconteceu às 20h de quinta-feira, 29/03, no Centro de Cultura palácio Rio Negro, foi feita pelo anfitrião, o presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas, desembargador João Simões, que saudou os colegas enaltecendo as qualidades humanísticas do povo amazonense. 

— Estou muito emocionado e feliz em poder recebê-los aqui na nossa terra e dizer que o Amazonas sempre surpreende com encantamentos especiais, não só pela sua grande extensão territorial, mas acima de tudo, pela riqueza do seu povo, pelo brilhantismo da sua variedade, da sua miscigenação de povos, e tudo isso forma a nossa riqueza. 

Impossibilitado de participar do evento por conflito de agenda, o governador do Estado, Omar Aziz, enviou como representante o seu vice, José Melo, que arrancou risos do auditório ao saudar os membros do Colégio de Presidentes com um “abraço molhado literalmente”, uma referência à grande cheia que vem castigando os municípios do Amazonas.

Composição da Mesa foi formada pelo presidente do TJAM, João Simões; presidente do Colégio Permanente de Presidentes, desembargador Marcus Faver; vice-governador do Estado do Amazonas, José Melo; presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Ricardo Nicolau; Corregedora Nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon; presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, desembargador Henrique Nelson Calandra; presidente do Tribunal de Contas do Amazonas, Érico Desterro e o presidente da Associação dos Magistrados do Amazonas (Amazon), Aristóteles Thury.

Depois da abertura, feita por Simões, o presidente do Colégio, desembargador Marcus Antônio Faver, inaugurou os discursos oficiais, fazendo um registro referencial a um antigo presidente do Supremo Tribunal Federal, que foi presidente de honra do Colégio: o ministro Maurício Corrêa, falecido no mês de fevereiro deste ano.

— Registro para ficar gravado perenemente nos anais deste Colégio, as razões que levaram a nossa entidade a escolher, pela primeira vez, o presidente de honra do Colégio. Maurício Corrêa, talvez alguns não saibam, teve a singularidade de ser advogado, político e jurista, ministro do Supremo Tribunal Federal. Ele teve a percepção das grandes inteligências, dos grandes ensaístas. Ele transcendeu, quer como senador, quer como ministro do Supremo, que há uma umbilical intercorrência entre a política e o direito. Há dialeticamente a necessidade deste intercâmbio da política, não a política rasteira partidária, que vive a busca de cargos na administração, essa nós abominamos – disse Faver.

ELIANA CALMON

Em seu pronunciamento, durante a abertura do evento, a ministra Eliana Calmon destacou que durante os 18 meses de sua gestão, não descansou nenhum momento, para solucionar dentro do Judiciário, aquilo que pode ser solucionado. — Não descansei um minuto durante esses dezoito meses, para solucionar aquilo que pode ser solucionado, ou pelo menos amenizar os problemas. Posso dizer que tenho encontrado todas as portas abertas para se solidarizar com esta vontade de realizar, de gerir aquilo que o Poder Judiciário pode realizar. Por isso, eu estou segura de que nós podemos fazer, mas para isso, precisamos ter a vontade política de resolver, e resolver dentro da transparência e da modernidade.

A ministra destacou ainda que, como Corregedora Nacional de Justiça, descobriu que existem no Brasil mais de 60 fazendas, inclusive com gados e com marcas agrícolas que foram tomadas de traficantes para serem geridas pelo Estado, e o magistrado brasileiro não sabe a quem entregar a gestão dessas fazendas.

— Encontrei um juiz desesperado, que estava com dez fazendas para administrar e ele não sabia o que fazer. Encontrei em Foz do Iguaçu, 9 mil veículos destroçados em depósitos, e nós não sabemos o que fazer com esses veículos apreendidos, enquanto os processos se eternizam nos tribunais -, disse Calmon destacando que, aos poucos serão resolvidos uma série de questionamentos altamente complexos.

— Estou encontrando nos presidentes dos tribunais, que em perplexidade, muitas vezes, confessam que não estão entendendo como administrar o seu próprio tribunal. Setores absolutamente importantes estão na mão de desembargadores que, até inocentemente, não sabem como direcionar porque nós não temos um norte para conduzir certas e determinadas situações -, observou a ministra.

E-mail Imprimir PDF http://www.tjam.jus.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2866:encontro-de-presidentes-de-tribunais-e-aberto-no-palacio-rio-negro&catid=574:destaques-e-noticias-91o-encontro-cpptj&Itemid=581

 


appbtn-app-storebtn-google-play


 

Mais Notícias

Comunicados